DELF A1: o que cai na prova e como treinar
O primeiro diploma oficial de francês, explicado sem juridiquês: como são as 4 provas, quanto você precisa para passar e onde o seu ouvido tropeça — com simulados oficiais para treinar de graça.
O que é o DELF A1
O DELF A1 é o primeiro diploma oficial de francês, emitido pelo France Éducation International (ligado ao Ministério da Educação francês). Ele é reconhecido no mundo inteiro e não expira — uma vez aprovado, é seu para sempre.
Ele certifica que você se vira em situações simples do dia a dia: se apresentar, dizer de onde vem, falar da família, da rotina, pedir algo numa loja. Ninguém espera que você converse sobre política no A1 — espera-se que você sobreviva, com educação, a uma interação básica.
As 4 provas, sem susto
Toda prova do DELF (em qualquer nível) tem as mesmas quatro competências. No A1 elas são curtas:
| Prova | Duração | Vale | O que cai |
|---|---|---|---|
| Compreensão oral | ~20 min | /25 | 3–4 áudios curtos do cotidiano, 2 escutas cada (máx. 3 min de áudio no total) |
| Compreensão escrita | 30 min | /25 | 4–5 textos curtos e práticos: avisos, e-mails, anúncios |
| Produção escrita | 30 min | /25 | Preencher uma ficha + escrever frases simples (cartão-postal, recado) |
| Produção oral | 5–7 min (+10 de preparo) | /25 | Entrevista guiada, troca de informações e um diálogo simulado (ex.: comprar algo) |
As três primeiras (oral, escrita, leitura) são feitas em sequência, numa sessão coletiva de cerca de 1h20. A produção oral é individual, marcada à parte com um examinador.
Pontuação: quanto para passar
Aqui está a regra que todo candidato precisa decorar:
- Total para aprovação: 50/100.
- Nota mínima por prova: 5/25. Se você zerar (ou quase) uma competência, é eliminado mesmo com média boa nas outras.
Ou seja: não adianta ser excelente na leitura e ignorar o oral. O A1 premia quem chega equilibrado. É melhor garantir 13–14 em cada prova do que 24 em duas e 4 em outra.
Quase sempre é na compreensão oral — e não por falta de vocabulário, mas por causa de sons que o português não tem. Você sabe a palavra escrita, mas não a reconhece falada:
- u [y] × ou [u]: tu (você) × tout (tudo) soam iguais para o seu ouvido.
- As nasais: an × on mudam a palavra (sans × son).
- O "e" mudo: o francês "engole" letras, a frase encurta e parece rápida demais.
- Idade com avoir, não être: j'ai 25 ans, nunca je suis 25 ans — o português puxa o verbo errado.
Como treinar (com simulados grátis)
Três coisas que funcionam, na ordem:
1. Treine a situação, não a lista de palavras
O A1 não testa memorização de vocabulário — testa se você se vira. Em vez de decorar 200 palavras soltas, ensaie cenas: se apresentar, pedir um café, marcar um horário. É assim que a prova cobra.
2. Treine o ouvido nos sons que o português não tem
Esse é o que mais muda nota. Comece pelo par mais comum no nosso guia do U × OU e pelas nasais. Ouvir nativo todo dia, mesmo 10 minutos, reorganiza o ouvido.
3. Faça as provas oficiais cronometrando
O tempo do A1 é curto. Quem nunca treinou no relógio trava. Use os simulados oficiais do France Éducation International — nós montamos versões interativas com correção automática das questões objetivas:
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"A primeira coisa que eu digo pro meu aluno é: o A1 foi feito pra ser encorajador. A nota é positiva, pensada pra valorizar o seu primeiro passo, não pra te derrubar. Então não chegue com medo. Treine os sons, faça as provas no relógio, grave a sua própria voz no celular — quando você se ouve, percebe o seu sotaque de um jeito que não dá pra perceber falando. Vá com calma, e você passa."
O A1 é o degrau mais importante porque é onde você decide se o francês vai ser uma fonte de frustração ou de prazer. Passar bem aqui te dá o embalo para o A2 e além. Se quiser, eu te acompanho nessa preparação.
Quer corrigir sua produção e seu sotaque antes da prova?
Numa aula eu corrijo sua produção escrita e oral, aponto os vícios de pronúncia que tiram ponto no oral e monto um plano até a data da sua prova. É o que mais acelera a aprovação.
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