Aula experimental
Exames · DELF / DALF

DELF A2: estrutura, dicas e os erros que reprovam

O segundo degrau do francês oficial, explicado sem juridiquês: como são as 4 provas, o que muda em relação ao A1, por que o passado vira o coração da prova escrita e os erros que mais te derrubam — com simulados oficiais para treinar de graça.

por Yann Amoussou, professor nativo · leitura de 9 min
Resposta rápida: o DELF A2 é o segundo diploma oficial de francês, ainda do nível elementar. São 4 provas (compreensão oral, compreensão escrita, produção escrita e produção oral), cada uma valendo 25 pontos: você precisa de 50/100 para passar, com no mínimo 5/25 em cada. O que muda do A1: textos e áudios ficam mais longos, os temas passam para o cotidiano social e a produção escrita já exige o passado (passé composé e imparfait).

O que é o DELF A2

O DELF A2 é o segundo diploma oficial de francês, emitido pelo France Éducation International (ligado ao Ministério da Educação francês). Como todos os outros, ele é reconhecido no mundo inteiro e não expira — aprovou, é seu para sempre.

Na escala europeia, o A2 ainda é um nível elementar (o que se chama de "usuário básico"), mas é um degrau real acima do A1. Se o A1 certifica que você sobrevive a situações simples, o A2 certifica que você se desenrasca no cotidiano social: fala da sua rotina e do seu trabalho, conta o que fez no fim de semana, troca informações sobre lazer, compras, viagens curtas e relações com as pessoas à sua volta.

O que muda do A1 para o A2

A boa notícia: a estrutura é idêntica à do A1 — quatro provas, 25 pontos cada, 50 para passar. Você não vai encontrar nenhum formato estranho. O que muda é a dose:

  • Textos e áudios um pouco mais longos. Nada gigante, mas você precisa segurar a atenção por mais tempo e captar mais de uma informação por documento.
  • Temas do cotidiano social, não só de sobrevivência. No A1 era pedir um café e se apresentar. No A2 entra lazer, trabalho, escola, planos, convites, pequenas experiências da vida.
  • O passado vira protagonista. É aqui que mora a maior virada: para contar o que aconteceu, você precisa do passé composé e do imparfait. Sem eles, a produção escrita e a oral travam.

Se eu tivesse que resumir o salto em uma frase, seria esta: no A1 você diz quem é; no A2 você conta uma história. E contar história, em francês, é falar no passado.

✅ Já fez o A1? Use o embalo

Quem passou no DELF A1 chega ao A2 com metade do caminho andado: já conhece o formato da prova, já sabe a regra dos 50/100 e já enfrentou o cronômetro. O foco agora é estreito — dominar o passado e ampliar o vocabulário do dia a dia. Não recomece do zero; construa em cima do que já funciona.

As 4 provas, em detalhe

Mesmas quatro competências do A1, só que com fôlego um pouco maior. Veja como cai no A2:

ProvaDuraçãoValeO que cai
Compreensão oral (CO)~25 min/25Vários áudios curtos do cotidiano (mensagens, anúncios, diálogos), com 2 escutas cada
Compreensão escrita (CE)30 min/25Textos práticos e informativos: e-mails, programas, instruções, anúncios
Produção escrita (PE)45 min/252 exercícios: descrever uma experiência/evento passado + escrever para convidar, agradecer ou se desculpar
Produção oral (PO)6–8 min (+10 de preparo)/25Entrevista dirigida + monólogo seguido + um jogo de papéis com o examinador

As três primeiras (oral, leitura, escrita) são feitas em sequência, numa sessão coletiva. A produção oral é individual, marcada à parte com um examinador. Repare que a produção escrita ganhou tempo em relação ao A1 (45 min) — é porque agora ela cobra dois textos, não frases soltas.

A produção escrita: o passado é obrigatório

Esta é a prova onde o A2 mais se diferencia, então vale destrinchar. São dois exercícios, e os dois têm uma armadilha previsível:

  • Exercício 1 — descrever um evento ou uma experiência: contar um passeio, uma viagem, uma festa, um dia marcante. Tudo no passado.
  • Exercício 2 — uma carta ou mensagem social: convidar alguém, agradecer, se desculpar, aceitar ou recusar um convite. Aqui entram as fórmulas de cortesia.

O primeiro exige que você escolha entre passé composé e imparfait a cada frase — e é exatamente aí que a maioria escorrega. A regra prática: o passé composé conta o que aconteceu (ações, fatos pontuais), e o imparfait pinta o cenário (como as coisas eram, o que se repetia, o clima da história).

Samedi, il faisait beau (imparfait — cenário), alors je suis allé à la plage (passé composé — a ação).

"No sábado fazia tempo bom, então eu fui à praia." O tempo bom é o pano de fundo; ir à praia é o que aconteceu.

Se isso ainda embaralha na sua cabeça, abrimos o assunto inteiro neste guia: passé composé × imparfait, sem decoreba. Dominar esses dois tempos é, sozinho, metade da nota da produção escrita do A2.

⚠️ Onde você é reprovado

No A2, três coisas derrubam — e nenhuma é falta de talento, são vícios treináveis:

  • Fugir do passado. Como contar no passado dá medo, muita gente escreve tudo no presente ("hoje eu vou à praia") para descrever algo que já aconteceu. O corretor percebe na hora e tira ponto: o A2 cobra o passado.
  • Vocabulário social pobre. O A2 fala da vida em sociedade. Quem só sabe o vocabulário de sobrevivência do A1 fica sem palavra para falar de lazer, trabalho, sentimentos e planos.
  • A compreensão oral. Continua sendo a campeã de reprovação, e quase nunca por vocabulário — é o ouvido que ainda não separou sons que o português não tem.
A dica do nativo

"O aluno de A2 quase sempre chega sabendo mais do que acha. O problema não é o francês — é a coragem de usar o passado. Eu vejo gente escrevendo uma redação inteira no presente pra falar de uma viagem que já fez, só pra não arriscar o passé composé. Eu digo o contrário: arrisque. Conte o seu fim de semana em francês todo domingo de noite, três frases, no passado. Em um mês o passé composé e o imparfait param de assustar — e aí o A2 fica fácil, porque a prova é exatamente isso: contar a sua própria vida."

Como treinar (com simulados grátis)

Três frentes funcionam para o A2, nesta ordem:

1. Domine o passado antes de tudo

É o que mais muda nota na produção. Pegue o hábito de contar coisas que já aconteceram: o que você fez ontem, no fim de semana, nas últimas férias. Escreva três frases por dia no passado e revise a escolha entre passé composé e imparfait. Esse treino curto rende mais que horas de gramática solta.

2. Amplie o vocabulário do cotidiano social

Saia do vocabulário de sobrevivência. Liste as palavras que você usaria para falar do seu trabalho, do seu lazer, dos seus planos e das suas relações — e treine usá-las em frase, não em lista. É esse repertório que o A2 cobra na escrita e no oral.

3. Faça as provas oficiais cronometrando

O choque na hora da prova é sempre o tempo. Treine com as provas oficiais do France Éducation International em condições reais — cronômetro ligado, áudio rodando, sem pausar. Nós montamos versões interativas, com correção automática das questões objetivas, para você treinar direto no navegador:

👉 Simulados DELF e DALF grátis — provas oficiais de A1 a C1, com correção automática, no seu navegador.

O A2 é o degrau que transforma o francês de "sei me virar" em "sei me contar". Quando você se solta no passado e amplia o vocabulário do dia a dia, a prova deixa de ser um obstáculo e vira uma boa medida do quanto você já avançou. O passo seguinte — a verdadeira independência — é o DELF B1. Se quiser, eu te acompanho nessa preparação.

Quer dominar o passado e corrigir sua produção antes da prova?

Numa aula eu corrijo sua produção escrita e oral, destravo de vez o passé composé e o imparfait, aponto os vícios de pronúncia que tiram ponto no oral e monto um plano até a data da sua prova. É o que mais acelera a aprovação no A2.

Agendar aula experimental